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Meu CEO Dominante livro de Zana Kheiron PDF Baixar

Resumo

TítuloUm casamento arranjado
ProtagonistaVasti Ramona Phillips, Adônis MacGyver
AutorZana Kheiron
Capítulos165
PlataformaLera

Livro 1:

Quando a oportunidade de um emprego temporário aparece, a inexperiente Vasti não perde tempo e se candidata. Tudo parece uma maravilha, mas, calma aí…

“Amanhã, você usará uma calcinha lilás!”

Adônis MacGyver é de tirar o fôlego, mas esse CEO esconde um segredo que vai mudar a vida de Vasti para sempre.

Livro 2:

Apolo, irmão de Adônis, vive um conflito após ser traído pela esposa, no casamento do irmão mais velho! Agora, ele se vê sozinho com o filho, Ares, de 6 anos e sabe que precisa encontrar uma mãe para a criança. Erin Dixon parece ser a candidata perfeita – exceto pelo pequeno detalhe de que ela tem um ex-marido mais do que problemático.

Milo Lancaster, um dos melhores amigos de Adônis, está sendo pressionado pela família para que se case e tenha um filho. Mas ele não quer isso! Um casamento arranjado parece ser uma boa opção! Porém, e se ele quiser mais do que isso quando conhecer Heidi Williams melhor?

Livro 3:

Gustav não imaginou que ao colocar os olhos em Artemis novamente, após anos, ele se sentiria atraído daquela forma. Porém, ela o rejeitou. Ela tinha outro.

Mas será que ela realmente o esqueceu? Ou esse romance ainda tem chances de dar certo?

Continuação em “Te quero de volta”: Vamos conhecer mais sobre Ícaro e Ariel!

Capítulo 1 O Começo e o Fim de um Sonho

-Muito bem, eu vou cuidar dessa velha. Mas você, Vasti, não se atreva a abrir o bico! Se você o fizer, eu juro que eu vou garantir que ela receba outro tipo de tratamento!

Vasti abaixou a cabeça, sentindo-se humilhada e impotente.

-Pode deixar. Eu vou ficar na minha.

-Ótimo. Agora, pode ir embora! – Dimas não era o homem mais carinhoso do mundo, mas com Vasti, ele era pior ainda.

A moça concordou com a cabeça e se foi.

‘Mas que inferno! Mas vale a pena. É pela vovó!’, ela pensou, enquanto saia pela porta dos fundos da residência dos Scott, na Blenheim Crescent, e chama um taxi por aplicativo, voltando para o humilde apartamento que ela aluga, na Acton. Era o bairro mais barato e com facilidade de locomoção que ela conhecia.

Vasti Ramona Phillips era com certeza uma moça determinada. Ela conseguiu uma bolsa de Secretariado em Cambridge. Era uma bolsa de 50%, então, ela teve que trabalhar para pagar o restante. Definitivamente o pai dela é quem não iria pagar. O esforço dela era mais para cuidar da avó do que dela mesma.

Os pais de Vasti, ou Vee, como ela preferia ser chamada, se conheceram ainda jovens, a mãe dela com apenas dezoito anos. Ela trabalhava na casa dos Scott, quando se apaixonou pelo filho dos patrões. O resultado não poderia ser pior: ela engravidou, foi chutada da casa e Dimas se casou com outra mulher. Como Alissa havia falecido, por um último resquício de moral dele, ele não cortou contato com a avó da criança, Janete. Mas ele não as sustentava, no máximo, dava uma pequena ajuda a fim de que não morressem de fome.

Uma vez formada, Vasti acreditou que tudo se endireitaria, até que veio a doença de Janete. Os rins não funcionavam muito bem. Não mais.

-Eu vou conseguir um bom trabalho! – ela prometeu à idosa. Isso foi há quase um mês.

Depois de fazer vários bicos, Vasti finalmente resolveu se humilhar para Dimas. Inicialmente, ele se recusou a ajudar, mas quando ela mencionou sobre falar para o mundo todo quem era o pai dela, ele cedeu. A pior vergonha para um homem de negócios, como ele, era ter a reputação manchada.

Quando estava quase chegando em casa, o celular dela tocou.

-Alô? – ela atendeu, incerta. Normalmente ela não atendia números desconhecidos, porém, como ela havia participado de algumas entrevistas de emprego, além a avó dela estar internada, ela estava fazendo concessões.

-Senhorita Phillips? Aqui é Heidi Williams. A senhorita foi selecionada para o cargo de secretária temporária na MacGyver & Co. Esperamos pela senhorita na segunda-feira. Amanhã, por gentileza, leve seus documentos até o RH, no mesmo prédio no qual você fez a entrevista. Bem-vinda!

-Oh, minha nossa. é… Obrigada. Obrigada!

-Parabéns! – a mulher falou do outro lado da linha e desligou.

-Boas notícias, senhorita? – o idoso que dirigia o táxi perguntou.

-As melhores! Eu consegui um emprego!

-Meus parabéns! – ele disse. O carro parou poucos minutos depois e Vasti não conseguia se conter de alegria. No dia seguinte, após ir ao RH, ela passaria no hospital e contaria para a avó.

No dia seguinte, Vasti acordou muito cedo, se arrumou formalmente, pegou a pasta com os documentos dela e foi para a companhia que, pelo menos pelos próximos seis meses, seria seu novo local de trabalho.

Ao chegar lá, ela foi direto para o andar do RH e esperou pacientemente na fila. Um homem muito bonito apareceu, passando na frente de todos e indo falar com a moça no balcão, que claramente estava se derretendo por ele. Mas ele não pareceu notar ou se importar.

Ao se virar, ele passou os olhos por Vasti. Os olhos verdes penetrantes dele eram incríveis, contrastando lindamente com os cabelos curtos e negros. Por um segundo, Vasti achou que aquele Adonis não poderia ser real e que ele e ela tiveram uma conexão, até ele virar o rosto e seguir caminho, como se não a tivesse visto de todo. Vasti abaixou a cabeça. É óbvio que um homem lindo daquele não daria a mínima para ela, que possuía uma beleza comum.

Ela entregou os documentos dela e, oficialmente, ela era empregada da MacGyver & Co. Temporária, mas era. Ela recebeu um crachá, um kit iniciante de escritório e uma pasta para organização. Os acessos a computadores seriam fornecidos pela própria senhorita Heidi Williams, a secretária a quem ela cobriria nesses meses seguintes.

Já no hospital, Vasti entrou saltitante no quarto da avó.

-Ora, eu vejo que está muito feliz! – a idosa falou, sorrindo fracamente.

-Vovó, eu consegui! O meu primeiro emprego na minha área. É temporário por seis meses, mas quem sabe eu não sou aproveitada em outro setor, não é mesmo?

-Parabéns, meu amor! Você sempre foi muito esforçada. Eu estou tão orgulhosa!

As duas conversaram sobre os planos futuros e Janete tocou no assunto que a estava preocupando demais.

-Vasti, eu sei que este hospital é muito dispendioso. Você tem certeza de que não quer que eu vá para outro?

-Pode ficar tranquila, Dona Janete. Está tudo sob controle. Eu vou pagar o melhor que eu puder. Sempre. Se ficar muito pesado, eu vejo como faço. Mas a senhora vai ficar boa.

-Minha menina de ouro- Janete falou e lágrimas escorreram pelo rosto dela.

-Não, vó, a senhora é de ouro.

O fim de semana foi uma correria para Vasti . Ela precisava deixar tudo preparado para a semana que ela teria. Ela ainda nem tinha chegado à empresa e Heidi já tinha ligado para ela inúmeras vezes. Era necessário manter a agenda do Sr. MacGyver perfeitamente organizada e atualizada. Vasti precisava saber de absolutamente todo e qualquer compromisso que ele viria a ter. Por mais que Heidi fosse estar com ela pelas próximas duas semanas, ela já queria que Vasti entrasse no ritmo frenético que era a vida do patrão delas.

-Você vai se acostumar. E quanto mais rápido fizer isso, melhor.

-Obrigada. Eu não vou decepcionar! – Vasti falou com confiança. Esse foi um dos motivos de Heidi tê-la escolhido. Além das qualificações, é claro, Vasti tinha uma energia muito boa e humilde. Tudo o que Heidi não queria era mais uma garota cheia de si, pronta para se jogar em cima do Sr. MacGyver, a quem Vasti imaginava ser um idoso.

Segunda-feira o alarme apitou às cinco da manhã. Vasti levantou, grogue, tomou banho, se preparou e desceu. Ela dificilmente tomava café da manhã, ainda mais quando estava super nervosa. Ela não queria arriscar vomitar. Seria humilhante demais uma coisa dessas acontecer no primeiro dia dela.

A primeira pessoa a recebê-la foi uma morena bonita, de cabelos ondulados e sorriso largo. Melinda Barbosa, era o que se lia no crachá dela.

-Bem-vinda! – a moça disse.

-Obrigada!

-A senhorita Heidi já está vindo.

E estava, mesmo. Pois mal Melinda terminou de falar, a mulher esbelta de cabelos castanhos apareceu, com seus óculos de aro de tartaruga, que em nada diminuía a sua beleza. Principalmente quando ela sorria.

-Bom dia, senhorita Phillips!

-Bom dia!

Heidi a levou para fazer um mini tour pelo escritório, que não era pequeno. Alí era a área mais próxima ao Presidente da empresa. Era a ele a quem Vasti serviria como secretária.Outras pessoas trabalhavam ali, como assistentes.

A manhã foi muito corrida e Vasti já estava morrendo de fome quando o relógio marcou meio dia. Mas ela precisava ser liberada para o almoço. Então, ela decidiu beber mais um copo de água a fim de enganar o estômago dela, que já começava a roncar baixo.

Ao se virar, ela deu de encontro com o que parecia ser uma parede e o copo entornou em cima dela, molhando a frente da blusa dela. Ela olhou para a blusa, antes de virar para cima e dar de cara com um par de olhos verdes penetrantes.

Ele olhou para a blusa dela e, depois, voltou para os olhos de Vasti. Ele levantou uma sobrancelha e passou por ela ,fazendo uma cara que Vasti só poderia interpretar como nojo.

Ela colocou a mão na frente do corpo e foi para o banheiro. O Adonis era antipático.

‘De todos os lugares, esse homem tinha que trabalhar no mesmo andar que eu!’ ela se lamentou mentalmente.

Antes que ela pudesse se sentar na cadeira dela, Heidi pediu que ela fosse até a copa.

-Sim, o que houve? – Vasti perguntou.

Heidi esfregou as mãos, nervosa.

-Ah, eu nem sei como dizer isso. Mas… eu apenas sigo ordens, ok? Você está demitida.

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Um casamento arranjado livro de Zana Kheiron PDF Baixar

Resumo

TítuloUm casamento arranjado
ProtagonistaCarolina Navarro, Máximo Castillo
AutorZana Kheiron
Capítulos165
PlataformaLera

Carolina Navarro será obrigada por seu pai a se casar com um homem desfigurado, a fim de salvar a família da ruína.

Máximo Castillo tinha tudo o que qualquer um poderia querer, até que um acidente de avião destruiu seu corpo, sua alma, seu relacionamento, tornando-o amargurado. Mas ele precisa de uma esposa e de um herdeiro.

Poderá um casamento entre essas duas pessoas funcionar? Será apenas conveniência ou o amor florescerá entre duas almas machucadas?

Segunda parte: Osvaldo; Terceira parte: Santiago.

CONTINUAÇÃO: Um noivado de mentira – 2°geração de “Um casamento arranjado”

Capítulo 1 Vai casar!

— Papai, eu não quero casar-me com ele! — Choramingou Carolina, levantando-se de sua escrivaninha.

— Não tem isso de ‘não quero’! Você vai se casar com ele, sim! A nossa família precisa da sua ajuda — Ele se aproximou mais de Carolina — É o mínimo que você pode fazer depois de eu ter criado você por todos esses anos!

— Mas eu sou sua filha!

A marca dos dedos dele estavam bem visíveis no rosto de Carolina, após o tapa que ela recebeu. Gaspar a segurou pelos ombros, sacudindo-a.

— Você não é minha filha de sangue! E sabe disso! Eu criei você, permiti que você desfrutasse dessa boa vida! Você nos deve!

— Mas… por que eu? — Ela choramingou.

— Você não acha que eu vou dar a minha filha a um deformado, quando eu tenho você, não é? Afinal, você tinha que servir a algum propósito!

Ele a soltou com força, fazendo com que Carolina perdesse o equilíbrio e caísse no chão. Depois, ele se retirou do quarto, batendo a porta.

Carolina Navarro, 24 anos, era a filha mais velha da família Navarro. Sua mãe, Paloma, foi acusada de trair o marido e, enquanto fugia com o amante, acabou por perder a vida. Carolina tinha quase dois anos. Gaspar, então, acreditou que Carolina não era filha dele. Para evitar um escândalo, ele nunca fez o exame de DNA, mas sempre fez questão de mostrar o quanto detestava a menina.

O Grupo Navarro de porcelanas estava passando por um momento de dificuldade financeira, e foi quando apareceu uma excelente oportunidade e que serviria a Gaspar com dois propósitos: salvaria a empresa dele e, também, tiraria Carolina de sua casa.

O noivo era ninguém menos do que Máximo Castillo, filho único e herdeiro de todo o império laticínio dessa família. Ele era lindo, charmoso, inteligente, bem sucedido. Isso é, até sofrer um acidente de avião bimotor e ter metade do rosto queimado. Agora, 3 anos após esse evento, ele precisava de uma esposa e de um filho.

Carolina desceu para jantar e tanto Nadia quanto Eloísa estavam à mesa. A meia-irmã de Carolina sustentava um sorriso debochado no rosto.

— Parabéns, irmã! Finalmente vai desencalhar!

— Muito obrigada, Eloísa. Eu prefiro ser encalhada do que rodada.

Outro tapa, dessa vez, de Nadia.

— Não se atreva a falar da minha filha! — Ela rosnou, dando um tapa na mesa.

— O que está acontecendo aqui? — Gaspar perguntou, entrando na sala de jantar e olhando o rosto de Carolina, a expressão chorosa de Eloísa e os lábios trêmulos de Nadia — Eu não gosto de perguntar duas vezes!

— Gaspar, quando será esse casamento? Carolina acabou de ofender a nossa filha! Atentou contra a honra dela!

Ele olhou feroz para Carolina e ela sabia que receberia uma punição, mas ele apenas a sacudiu e a mandou para o quarto, sem direito a comer.

— E é só isso? — Nadia perguntou — Você sabe que eu não gosto que Carolina seja punida, mas.. ela passou dos limites – Nadia estava chorando e Gaspar a abraçou.

— Eu não dei uma boa surra nela porque o marido dela iria reclamar. E nós não podemos perder esse contrato.

Dentro do quarto, Carolina estava deitada na cama, abraçada ao travesseiro, chorando. Durante toda a vida, Carolina foi maltratada não só pelo pai, mas também pela madrasta, que fingia ser boa, mas sempre que podia, incitava a briga e desentendimentos entre Gaspar e Carolina. Eloísa não ficava atrás.

“Talvez o seu marido não seja tão ruim, Carolina, “ Ela disse a si mesma. Sim, as coisas podiam ser diferentes com ele!

Ela não se importava com as cicatrizes, que ela nunca nem tinha visto. O problema é que ela queria ao menos ter voz quanto a com quem ela se casaria. Carolina sonhou com o dia em que não estaria mais debaixo do chicote do pai e, não tendo ele deixado ela estudar ou trabalhar, o jeito era casar. E era ali que ela tinha grandes esperanças. Infelizmente, o destino mais uma vez não permitiu que ela fosse dona de si.

Duas semanas depois, Carolina estava assinando os papéis do casamento, por procuração. Nada de casamento religioso, pois Máximo se recusou a sair de casa. Ele esperaria por Carolina na fazenda, onde seria o novo lar dela.

“Não pode ser pior do que na casa do meu pai.” Carolina pensou, enquanto estava dentro do carro, rumo à Fazenda “La Preciosa”.

Carolina não sabia, mas o trato havia sido feito para que Eloísa, considerada a beldade da cidade, se casasse com Máximo Castillo. Porém, é óbvio que Eloísa jamais aceitaria não só um casamento com um homem que nunca viu, como um que todos tinham conhecimento de ser deformado por cicatrizes.

— Chegamos, senhora Castillo! — O motorista a informou e ela demorou até entender que era com ela que estavam falando.

— Obrigada — Ela agradeceu, fracamente.

Senhora Castillo. Soava muito estranho aos ouvidos dela.

Carolina respirou profundamente, antes de abrir a porta do carro e sair do veículo. Ela olhou em volta e se viu em frente a um casarão imenso. Rústico, claro, pois era uma fazenda, mas muito bonito.

— Bem-vinda, senhora! — uma mulher de meia idade se aproximou, sorrindo para Carolina — Eu me chamo Dolores.

Carolina sorriu.

— Olá, Senhora Dolores! Muito prazer, eu sou Carolina — ela estendeu a mão para a idosa, que a apertou.

“Essa menina é boa!” Dolores pensou. Ela chegou a conhecer a ex-noiva do patrão e aquela era muito arrogante. Jamais falava com os empregados daquela maneira, tão amável. Tão… humana.

— Estamos todos muito contentes pela senhora estar aqui! Venha, venha! O patrão está esperando ansiosamente.

Carolina concordou com a cabeça.

— E eu estou feliz por ser tão bem recebida.

Carolina subiu as escadas em direção à porta principal, sentindo o coração dela batendo muito forte. Ela era uma mulher casada e conheceria o marido naquele momento. Ela ouviu falar que ele era “estranho” e ela queria saber o que isso significava.

Antes que entrassem pelas portas principais, Dolores parou de andar e se virou para Carolina, um pouco insegura.

— Ah, senhora…O patrão é um homem sofrido, e às vezes ele pode parecer rude. Mas ele é bom. Eu o conheço há anos.

— Eu soube que ele sofreu um acidente — Carolina disse.

Dolores balançou a cabeça, concordando.

— Sim. E isso fez ele ficar um pouco triste demais. Um pouco mais duro, entende? Tenha paciência com ele.

O olhar de Dolores indicava que ela gostava mesmo do patrão.

— Eu darei o meu melhor, Dolores.

A idosa abriu um largo sorriso e continuou a andar.

A porta de entrada era imensa, de madeira negra. O piso era todo de madeira escura, também, muito bem encerado. Todos os móveis eram de madeira, inclusive os sofás – mas muito bem estofados. O local gritava “rústico!”, mas de excelente gosto.

Elas pararam em frente a uma porta dupla de madeira escura, como a da entrada, toda entalhada. A maçaneta era dourada. Dolores deu dois toques.

— Pode entrar! — Uma voz masculina, profunda, soou lá de dentro. Carolina gostou do que ouviu e pensou que, pelo menos a voz, era muito bonita.

—Entre, senhora — Dolores pediu e deu um passo para o lado, dando passagem a Carolina.

Esta concordou com a cabeça, colocou a mão na maçaneta, girou-a e respirou fundo, antes de entrar.

A primeira coisa que ela viu foi a imensa janela, mas com as cortinas fechadas. Ela via apenas o topo da cabeça do homem, de cabelos claros, pela cadeira. Ele estava de costas para ela.

— Olá, Senhor Castillo — Ela disse e fechou a porta. Porém, quando ela começou a andar em direção à mesa, ele a interrompeu.

— Pare!

Ela parou, sobressaltada.

— Ah, eu…

— Não há necessidade de você andar até mim. Seja bem-vinda, esposa. Eu a chamei aqui para lhe passar algumas regras.

— Oh, certo – Ela falou, baixinho.

— Não me interrompa — Ele ralhou e ela ia responder um “tudo bem”, mas então, estaria fazendo exatamente o que ele disse para ela não fazer. Máximo aprovou que ela permaneceu calada — Primeira coisa: você não pode entrar aqui sem ser chamada. Essa regra vale para o escritório e para o meu quarto. Dolores lhe mostrará qual é a fim de evitarmos problemas. Não me procure, exceto se for uma emergência. Sempre espere que eu procure por você. Não fique olhando para mim.

Carolina concordou com a cabeça, mas nada disse.

— Você entendeu? Diga algo! — Ele falou grosseiramente e Carolina, que tinha o sangue quente, apertou os olhos.

— Bom, você disse para eu não interrompê-lo! — Ela disse e só depois se perguntou se não tinha sido muito atrevida.

Silêncio.

— Você é insolente.

— Eu não consigo ver o futuro. Se o senhor não disser que terminou de falar, eu não tenho como saber — Ela odiava ser tratada com injustiça. Ela já tinha passado por aquilo na casa do pai.

“E eu achando que aqui seria diferente…”

Ele inspirou profundamente.

— Eu vou deixar passar, dessa vez. Mas segure a sua língua nas próximas vezes — Ele a alertou e ela, mais uma vez, ignorou o tom ameaçador dele.

— Então seja mais claro. Eu não posso vê-lo, não posso ler suas expressões. Eu preciso que o senhor vocalize os seus desejos, ou melhor, as suas ordens.

Máximo estava olhando a janela e não pôde deixar de sorrir. Aquela mulher tinha coragem, isso ele precisava admitir!

— Saia. Vá para o seu quarto, fique lá, se familiarize, descanse. Hoje a refeição será servida no seu quarto. Espere por mim mais tarde.

— Esperar pelo senhor?

Ela viu quando ele virou a cabeça, como se pudesse olhar por sobre o ombro.

— Sim. Nossa noite de núpcias.

Carolina não havia pensado naquilo. E se sentiu uma idiota. Eles tinham casado, o homem precisava de um herdeiro. “Você é uma tonta!”

— Carolina? — Ele a chamou e ela gostou de como ele pronunciou o nome dela, mas logo balançou a cabeça.

— Ah, sim, entendi. Certo. Estou… estou saindo. Até mais.

Ela se virou para sair, mas antes que o fizesse, ele a chamou.

— Carolina!
— Sim? — Ela respondeu, depois de contar até cinco.

— Eu não a mandei sair.

— Ah, perdão, patrão. Posso sair?

Ele sorriu, divertindo-se.

— Pode.

Ela abriu a porta e o deixou sozinho.

“Homem insuportável! Quem ele pensa que é? Acha que eu sou escrava dele?”

— Senhora, venha. Eu vou lhe mostrar o seu quarto — falou Dolores.

Carolina se virou para ela e sorriu sem graça.

— Ah, sim, claro. Vamos, vamos.

Ela fez sinal com a mão para que Dolores andasse. E esta o fez.

Quando entraram em um corredor largo, Dolores falou novamente.

— A senhora gostou do patrão?

“Coitada, ela jura que ele é legal!”

— Sim, claro! — Carolina falou, sem querer magoar a idosa. Esta sorriu.

— Isso é tão maravilhoso! Veja, este aqui é o seu quarto e aquele — Ela apontou para o quarto do fundo do corredor, com portas imensas — é o do patrão.

— Obrigada, Dolores. Eu vou tomar um banho e dormir um pouco.

— Claro, claro. Com licença e bem-vinda novamente — A idosa começou a se afastar, então ela parou e olhou para Carolina — Mais tarde trarei o jantar, senhora. Lá para as cinco.

— Tudo bem.Obrigada, Dolores.

Dolores se foi e Carolina abriu a porta do quarto. Ele era muito bonito, como de um hotel. As paredes eram amarelo claro, com cortinas de um tom bege claro. A roupa de cama, branca com pequenas flores bordadas.

Após tomar um banho – a banheira era imensa! – Carolina cochilou e colocou o despertador para dali a uma hora. Ela mal acordou e alguém já batia na porta.

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Minha ex-esposa é uma magnata? livro de DALE YATES PDF Baixar

Resumo

Loraine era uma esposa dedicada desde que se casou com Marco três anos atrás, no entanto, ele não se importava nem um pouco com ela. Parecia que tudo o que ela fizera não valeu a pena.

Finalmente, ela se cansou de tudo, pediu o divórcio e o deixou sem pensar duas vezes.

Os outros olhavam para ela como se fosse louca. “Você enlouqueceu? Por que está tão ansiosa para se divorciar?”

“Porque tenho que voltar para casa para assumir a propriedade da família. Além disso, não gosto mais dele”, ela respondeu sorrindo.

Todos zombaram dela, alguns até pensaram que o divórcio a afetou mentalmente.

Mas no dia seguinte, eles perceberam que ela não estava mentindo, pois uma mulher foi repentinamente declarada a bilionária mais jovem do mundo, e essa mulher era Loraine!

Marco ficou muito surpreso com essa notícia. Quando reencontrou sua ex-esposa, ele descobriu que ela já mudou muito. Um grupo de jovens bonitos a cercava e ela sorria para todos eles. Essa cena machucou o coração dele.

Deixando de lado seu orgulho, ele tentou reconquistá-la. “Querida, você é uma bilionária agora, não deve ficar com idiotas que só querem seu dinheiro. Talvez possamos voltar a ficar juntos? Também sou rico, podemos construir um império forte juntos, que tal?”

Loraine semicerrou os olhos para o ex-marido, franzindo a testa com desgosto.

Capítulo 1 A dona de casa escrava

Estava escuro do lado de fora.

Risos surgiam na sala de estar da casa da família Bryant ocasionalmente. Diferentes vozes podiam ser ouvidas conversando animadamente.

Na cozinha, o ar estava muito quente. Loraine Torres estava cozinhando sozinha. Seu rosto estava vermelho e o suor escorria pela sua testa enquanto ela observava a sopa fervendo na panela. Logo, sua vista ficou embaçada.

Ela estava com febre desde a manhã.

No entanto, ela ainda não havia ido à farmácia comprar algum remédio ou podia descansar. Ela estava ocupada com tarefas domésticas desde o raiar do dia.

“Ei, o jantar já está pronto? Nossa! Você ainda não terminou. É inacreditável que meu irmão tenha se casado com uma preguiçosa como você!” Marina Bryant gritou para ela, enquanto estava parada na porta da cozinha.

Loraine lambeu os lábios secos. Ela estava acostumada com o comportamento desagradável da cunhada.

“Estará pronto em breve.”

Marina sussurrou: “Termine isso logo. Meu irmão e Keely estão aguardando para comer. Keely não é uma caipira como você. Ela estava sendo tratada no exterior antes de voltar aqui. Sua saúde precisa ser bem cuidada. Não podemos permiti-la ficar com fome. Caso contrário, meu irmão fará você sofrer as consequências.”

A mão de Loraine que estava na colher de cozinha se apertou. Ela congelou quando seu coração doeu duramente.

Desde que ela se casou com Marco Bryant, três anos atrás, ela havia sido uma esposa obediente. Mas ele jamais apreciou seus esforços. Ela não significava nada para ele. Para ele, ela não chegava aos pés de Keely Haywood.

Marina zombou: “Escute aqui, Loraine. Você não teria conseguido se casar com meu irmão, se nossa avó não estivesse tão apressada em ter um bisneto. Se Keely estivesse no país naquele tempo, meu irmão não teria se unido com você. Você é inútil. Após três anos, você ainda não deu à luz uma criança.”

Lágrimas brotaram dos olhos de Loraine. Ela tentou reprimi-las enquanto observava Marina partir.

Só então, ela escutou uma voz fraca do lado de fora.

“Marco, estou incomodando você e a Loraine? Ela está irritada?” Essa voz feminina era muito agradável.

“Não. Seu bem-estar é o que importa aqui”, uma voz masculina profunda e gentil disse com ternura.

Marco jamais falou nesse tom com Loraine. Foi só o que ela queria esse tempo todo.

Loraine ficou sozinha na cozinha, e seu coração ferido afundou. Seus olhos recaíram sobre as velas e a caixa de presente na lixeira. A dor em seu coração cresceu.

Ela tentou fazer esse casamento funcionar todos esses anos.

Seu suposto marido, a quem ela sempre deu amor, não se lembrava de que hoje era o aniversário de casamento deles.

Apesar de estar doente, ela preparou um grande jantar para comemorar. Mas logo isso virou um jantar de boas-vindas para Keely.

Tudo parecia uma grande piada sem graça. Todos os seus esforços, paciência e esperança foram reduzidos a cinzas esta noite.

“Senhorita Torres, desculpe incomodá-las. Permita-me ajudá-la.” Keely adentrou a cozinha com um sorriso de desculpas.

Com o rosto sem expressão, Loraine observou a bela e frágil mulher à sua frente. “Você deveria se referir a mim como senhora Bryant, não senhorita Torres.”

A expressão de Keely mudou em um piscar de olhos. Ela olhou para Loraine e disse arrogantemente: “Deixe-me te explicar as coisas, Loraine. Sou a única que tem o amor de Marco. Ele só está com você devido à avó dele. Três anos são o suficiente para esta farsa de casamento. Agora que retornei, ocuparei meu lugar de direito nesta casa. Não crie expectativas sobre o amor de Marco. É melhor você se poupar da vergonha e ir embora!”

Uma dor intensa massacrou o coração de Loraine. No entanto, ela ainda conseguiu confrontar sua rival.

“Para sua informação, continuo a ser esposa de Marco. Sou a senhora Bryant. Você é a intrusa aqui.”

Horror dominava o rosto de Keely quando ela ouviu essas palavras. Elas perfuraram seu coração como mil facas.

“Pare de ser fingida. O título de senhora Bryant não é seu direito de nascença. Pode ser retirado a qualquer momento. Além disso, você sofrerá as consequências, se algo me acontecer por sua causa. Aguarde e veja!”

Uma premonição terrível apareceu no coração de Loraine.

“O que você planeja fazer?” Ela questionou, cerrando os olhos.

Antes que Loraine entendesse o que estava ocorrendo, Keely pegou uma faca da tábua de cortar e tentou se esfaquear no abdômen.

Loraine tentou impedi-la. Segurando o pulso de Keely, ela gritou, “Você está doida?”

Keely se libertou da mão dela.

Durante a luta, a lâmina afiada cortou o braço de Loraine. Ela gemeu de dor.

Quando ela avistou o sangue escorrendo pelas roupas de Keely, Keely sorriu para ela com malícia. No instante seguinte, Keely gritou com toda a força.

“Marcos, socorro! Loraine está tentando me matar!”

Os olhos de Loraine quase saíram das órbitas. Rapidamente, Marco entrou correndo na cozinha.

Ela tentou explicar a situação, mas não conseguiu dizer nada. Era como se sua garganta estivesse bloqueada.

Loraine sentiu-se repentinamente tonta. O sangue jorrava de seu braço e sua cabeça doía.

Enquanto ficava inconsciente, ela viu Marco passar por ela. Ele pegou Keely e saiu correndo, largando sua esposa no chão inconsciente.